sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Effect Wolf - 3° Temporada - Capítulo 1 - Luna.




    Oi meninas, tudo certo? Depois de tanto tempo decidi aparecer e deixar de presente de ano novo um capítulo pra vocês. Não sei quando vou postar o próximo pois não estou tendo muito tempo. Obrigada por tudo, novamente, me desculpem pela demora.

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"A família parece ser o centro de cada livro, cada show de TV, cada filme, cada comercial. Mãe, pai, irmã, irmão, bichos de estimação e uma casa. Palavras tão familiares a cada criança que qualquer outro tipo de vida seria impensável. Se passou cinco meses desde que meu pai saiu de casa. Sinto falta dele, as vezes tento segurar minhas lágrimas mas aprendi nos últimos meses que isso não faria a tristeza passar. Para o meu bem, ele dizia.
Por algum motivo, eu ainda não me transformei nas noites de lua cheia. Não sei se realmente tenho estes genes, nos primeiros meses eu precisei colocar na minha cabeça a ideia de ter de mudar de vida. Começar tudo em um novo lugar, um novo lar, fora de Mystic Falls. Eu sinto falta de lá. Sinto falta das pessoas e da minha casa. Às vezes, me pergunto: O que está acontecendo? Tudo isso é real?
Mudei muito. Às vezes, sinto minha falta, mas outras vezes acho que foi um alívio, a mudança veio no momento certo. Charles me ajudou a empacotar as coisas que levaríamos para o meu novo lar. Eu não poderia levar meus três cachorros pois não teria lugar para eles, por isso, os deixei com Kath. Ela os ama e vai cuidar deles melhor do que eu poderia cuidar agora."

* * *

O ambiente era desprovido de luz, na verdade, um quarto confortável em uma manhã fresca. O homem que estava deitado se levanta e coloca seus pés no chão. Ele olha para os lados e caminha em direção da porta, passa pelo corredor, desce as escadas e se direciona até uma cozinha simples porém bem organizada. Ele olha para Candice estava preparando seu suposto café da manhã.

Charles: O que você está fazendo?
Pergunta abraçando-a por trás.
Candice: Waffles! - Sorri.
Charles: Você melhorou bastante. Eles pareciam...
A loira sorri em meio de gargalhadas e diz:
Candice: Olhe lá como você fala dos meus Waffles! - Sorri olhando para os mesmos. - eu nunca fui uma Chef na arte da Culinária. - Olha para a janela pensativa.
Charles: Você parecia feliz aqui.
Ela coloca os Waffles organizados em um prato e se vira para encarar Charles nos olhos.
Candice: Você está comigo, cuidando de mim. Como prometeu para o meu pai. - Leva o prato para a mesa. - Mas eu não consigo esquecer. - Puxa uma cadeira. - Se passaram cinco meses. Eu sinto falta. Ele é... meu pai.
Charles: Eu não escolhi mudar. Apenas precisava ser feito. Para o seu bem.
Candice: Você não me contou quem contratou a Jéssica para me dar a dose impura. Por que não quer que eu saiba?
Charles: Para o seu bem. - Beija a testa da loira. - Eu irei cortar lenha. O resto do dia será frio.


Pessoas carregavam caixas de um lado para o outro e Nina caminhava desnorteada pelos cômodos. Pensativa ou apenas, cansada. Uma de suas "irmãs" se aproximou e perguntou:

Nádia: Explorando a casa nova? - Sorri irônica.
Nina: Muito engraçada. O que está havendo?
Nádia: Nada. - Levanta as mãos. - Você está estranha, desde que foi encontrada por Claire junto do seu namoradinho. - Retira um tecido brando que estava em repouso sob uma poltrona e se joga na mesma. - Algo de errado? Algum receio de deixá-lo na cidade vizinha trabalhando no departamento de polícia junto daquelas mulheres esbeltas com farda? - Morde os lábios.
Nina: Você me enoja.
Nádia: Não seja convencida. Você não é a predileta, nós sabemos disso.
Nina: Para você tudo é uma competição, certo? - Cruza os braços.
Nádia fica em silêncio.
Nina: Parece que no meio de tudo isso, competir é a única coisa que a faz sentir-se viva. Então, procure um hobbie. Nem todos aqui gostam de apostar. - Interrompida pelo barulho da campainha. - Parece que ele chegou. - Sorri olhando para a porta por cima do ombro. - Se me der licença, eu irei sair com o meu namorado. Pois eu tenho um namorado. - Caminha em direção da porta.
Nádia: Vadia. - Sussurra.
Claire: Ora, ora. Quem é vivo sempre aparece. - Afirma descendo lentamente as escadas. - Não precisava tocar a campainha. Sinta-se em casa.
Paul: Desculpe Shr. Holt, não queria ser inconveniente. - Olha de forma galante para Nina. - Eu... posso?
Claire: Divirtam-se. Não a traga de volta para casa depois das 22:00hPM. - Olha para Nádia. - Onde estão suas irmãs? - Suspira. - Não importa, estou de saída.
Nádia: Para onde você vai?
Claire: Visitar uma amiga. Uma amiga de longa data. - Cerra os punhos.

* * *

Com os olhos brilhando e com um sorriso estampado em seu rosto, Candice conversava com Kath por meio de seu celular. Simples acontecimentos e, principalmente, como as coisas haviam mudado. Brevemente, ela se despede e joga o celular de forma casual sob o sofá. Ela coloca seu casaco enquanto espiava Charles pela janela, aproximando o rosto do vidro e por costume protegendo os olhos com as mãos para ver o que se passava lá fora. Ela então sai pela porta dos fundos em uma caminhada secreta. Realmente naquele dia faria frio, ela pensou.
Candice olha para o céu e de onde estava tenta ver a copa das árvores.

Candice: Eu... matei uma pessoa. Porque nada acontece comigo? Eu não sinto nada de diferente. Eu não sou ninguém diferente. - Olha para trás assustada. - Charles? - Se vira. - Oh meu Deus! Você... me assustou. O que alguém como você está fazendo aqui? Já nos conhecemos?
Arabella: Prazer. - Estende a mão direita. - Arabella.
Candice: Igualmente. - Aperta a mão da jovem. - Candice. Bem, você não respondeu minha pergunta.
Arabella: Está vendo esse lugar ao seu redor? Belas árvores, lugar tranquilo... isolado. Inacreditável acreditar que pessoas como você gostam desse lugar. Eu moro aqui. Eu pertenço a esse lugar. Eu faço parte disso.
Candice: Você fala como se eu fosse um invasora.
Arabella: Não me entenda mal. Eu só não gosto de me socializar. - Recua alguns passos. - O seu amigo está te procurando, eu não o deixaria nervoso. É para o seu bem.
Em passos longos, Arabella corre em direção contrária.
Candice: Espera!
A loira olha para trás vendo Charles olhando fixamente para a jovem que se afastava enquanto segurava forte seu machado de lenhador.

* * *

Charles limpava um disco antes de o guardar em uma espécie de prateleira. Candice estava sentada de frente à janela de madeira apreciando a noite enquanto estava vestida apenas com um grande e largo casaco de moletom, segurando uma caneca de porcelana verde-musgo cheia com alguma bebida quente.

Charles: Você está... confortável?
Candice: Sim. Eu estou.
Charles: Tens certeza que não sente frio? Falta roupa no que você está vestindo. - Desvia o olhar.
Candice: Você já se acostumou com o meu conforto. - Se aproxima batendo suavemente os dedos na caneca.
Charles: Garota...
Passa a mão no rosto para disfarçar as veias que saltavam próximas dos seus olhos.
Charles: Não brinque comigo. - Esboça um sorriso de canto.
Candice: Eu não estou brincando. - Coloca a caneca sob um móvel próximo. - Charles. - Suspira. - Bem... - Pronunciou enquanto acariciava o rosto do mesmo. - Você acha que aquela garota...
Charles: Eu tenho certeza.
Candice: Todos são uma ameaça?
Charles: Não todos. Mas aqueles que estão nos cercando. Eu me pergunto como ela chegou aqui.
Candice: Se passaram cinco meses. - Suspira passando a mão na cabeça. - Estou me sentindo uma foragida. Eu tenho genes de lobisomem, o que tem de mais nisso? - Faz uma pausa. - "Oh! Candice, isso é uma coisa muito comum nos jovens de hoje em dia." Minha avó iria dizer irônica se ainda estivesse viva.
Charles: Estes não são genes comuns. Entenda. Estou tentando te proteger, me ajude a ajudá-la.
Candice: Eu já convivi com muitas coisas incomuns, é por isso que quando eu soube parte da verdade, acabei me mudando para estas regiões. Me isolando e sobrevivendo. Você está comigo, porque não pode me explicar? Não sei... ao menos, me ensinar. Ou tentar. Parece tão simples.
Charles: Eu faço para o seu bem. É dessa forma que o seu pai quer.
Candice: Meu pai não está aqui agora para dita como as coisas devem ser.
Charles: Você tem razão. Seu pai não está mas eu estou aqui. Eu estou aqui para protegê-la, já que este é meu dever. - Suspira. - Entenda Garota, eu não vivi por séculos para assistir novamente a morte de alguém com grande importância pra mim. É por isso que eu vou mantê-la viva. - Se afasta.
Candice: Charles?!
Chales: Está tudo bem. Aproveite a lareira. Eu vou fazer uma caminhada. - Se retira do cômodo enquanto veste suas roupas.
Candice: Droga! - Exclama baixo.

* * *

A música que estava sendo escutada por meio de um fone de ouvido estava alta. A sala estava quase montada, algumas caixas ainda guardavam vasos de porcelana, fotografias e garrafas de bebidas alcoólicas. Brooke estava sentada sob o tapete lendo seu grimório como era de costume. Tudo ao seu redor podia ser claramente ignorado. Ela estava concentrada. Até alguém entrar batendo a porta. Ela se vira junto de Nina que estava deitada no sofá com seus fones e ambas veem Nádia guiando um jovem alto de olhos claros pela camisa.

Nina: O que diabos? - Pergunta boquiaberta.
Brooke: Isso é uma casa de respeito. - Fecha o Grimório. - Não entendo o motivo desta baderna.
Nádia: Eu só estou me divertindo. - Limpa o canto da boca que estava sujo de sangue.
Nina: Eu vou contar para a nossa mãe quais métodos vocês está usando para se divertir na casa nova.
Nádia: Calada.
Nádia diz olhando para Nina enquanto Brooke caminha na direção dela.
Brooke: Me desculpe, mas você terá de voltar outro dia. - Guia o rapaz até a porta. - Quem sabe para um almoço, um jantar. O que me diz? Hoje não é... bem, como eu posso dizer?! - Fecha a porta.
Nádia respira fundo enquanto cerra seus punhos e diz:
Nádia: Você precisa tomar um rumo e parar de me incomodar. Todos estão contra minhas vontades nesta casa. - Pega uma bolsa de sangue de dentro de sua bolsa e se joga em uma poltrona acolchoada. - Que saco! - Morde a mesma enquanto suas veias saltam.
Brooke: Aprenda a se divertir. Não temos nem mesmo uma semana neste lugar para você começar a fazer suas prendas. É por sua culpa que estamos nesta vida nômade.
Nina coloca seus fones novamente e aumenta o volume.
Brooke: Irresponsável. Você quer atrair atenção? - Faz sinal de silêncio. - Se ousar cometer o mesmo erro que você comete todas as vezes que se "diverte", eu terei de tomar medidas drásticas. Demoramos muito para chegar onde chegamos, e o renascimento está próximo. Você não pode estragar isso.
Nádia: Ninguém será beneficiado disto. Somente você. É por este motivo que só você e Claire se importam com essa cerimônia escrota que as bruxas fazem, geração à geração.
Brooke: Essa é a minha geração! E ninguém irá estragar essa festividade. - Aponta um dos dedos para Nádia, que enfraquecida fica sonolenta.
Nádia: Arabella estava certa ao colocar o pé para fora desta casa. - Esboça um sorriso de canto. - Ela não atura vocês. Ela vive melhor com o silêncio.

* * *

Claire: Alguém?! - Diz em voz alta. - Parece que não tem ninguém em casa. Se é que eu posso chamar um túmulo no meio de um bosque isolado de casa. - Comenta irônica enquanto puxa para a sua lateral esquerda uma porta grossa de pedra com diversas folhagens que selava um túmulo escondido. - Espero que se eu trazê-la de volta, minha recompensa seja à altura, Luna.

Continua...


Obrigada por lerem até aqui, espero que esse capítulo tenha lhes agradado.
Até o próximo capítulo.

3 comentários:

  1. Grande capítulo! Que bom que regressou!
    Gostei do capítulo! Senti falta do Thomas... ele revelou ser um bom pai.

    Posta logo.
    Beijos :)

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  2. A Arabella com a Candice... isso está quase no final?!
    Gostei de ver de novo o Charles.
    Finalmente está de volta!
    Posta logo.

    Beijos.

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  3. Desculpa a demora a comentar.
    Gostei muito do capítulo. Gosto do Charles, mas a Candice... não sei, mas continuo não gostando muito dela. Só lendo mais capítulos para perceber porquê. Se estou certa ou não.
    Continua!

    Bjs :)

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