sexta-feira, 28 de outubro de 2016

THE END



    Oi meninas, tudo bem? Eu estou bem. Queria, novamente, pedir desculpas pelo afastamento e mais uma vez explicar o motivo. Para quem não sabe, eu estou terminando meu último ano no ensino médio e estou tentando me adaptar nessa vida adulta que está por vir. Junto deste novo estilo de vida: cursos, trabalho, faculdade e novas responsabilidades virão. Eu tenho medo, muito medo. Recentemente tenho me desgastado muito com problemas familiares que fizeram meu mundo parar por um breve instante, mas, felizmente, estou bem. *confetes*
      Nesses últimos meses não tive como me dedicar ao blog como o fazia no começo. Não soube administrar meu tempo e senti preguiça, cansaço, falta de criatividade e inspiração para continuar escrevendo esta história. Nesses meses tentei chegar em um ponto que nunca consigui me aproximar, e isso me deixou desanimada e profundamente decepcionada. Sei muito bem que isso já ocorreu outras vezes e, sei também que continuei escrevendo. Mas, dessa vez, vejo que o melhor é parar de publicar Effect Wolf e visar novos horizontes, novos inícios e novos términos. É hora de visar também novas histórias.
     Quando tinha aproximadamente meus nove ou dez anos, minha melhor amiga me apresentou ao mundo das fan fics e histórias, e como já era de se esperar, eu me apaixonei. Por tal amor e dedicação eu decidi que não irei parar de escrever. Criar histórias e escrever aventuras está em mim, e eu não quero perder ou desistir disso. Eu não consegui escrever mais capítulos de Effect Wolf, é verdade, mas nesse período tive idéias fantásticas que foram mal aproveitadas e que agora estou as usando com sabedoria e estou pensando em publicar no wattpad. Ainda é muito cedo para confirmar de forma convicta quando e como será a minha nova história, mas trarei notícias aqui no Blog.

Obrigada por tudo, vocês são as melhores!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Effect Wolf - 3° Temporada - Capítulo 1 - Luna.




    Oi meninas, tudo certo? Depois de tanto tempo decidi aparecer e deixar de presente de ano novo um capítulo pra vocês. Não sei quando vou postar o próximo pois não estou tendo muito tempo. Obrigada por tudo, novamente, me desculpem pela demora.

- - -

"A família parece ser o centro de cada livro, cada show de TV, cada filme, cada comercial. Mãe, pai, irmã, irmão, bichos de estimação e uma casa. Palavras tão familiares a cada criança que qualquer outro tipo de vida seria impensável. Se passou cinco meses desde que meu pai saiu de casa. Sinto falta dele, as vezes tento segurar minhas lágrimas mas aprendi nos últimos meses que isso não faria a tristeza passar. Para o meu bem, ele dizia.
Por algum motivo, eu ainda não me transformei nas noites de lua cheia. Não sei se realmente tenho estes genes, nos primeiros meses eu precisei colocar na minha cabeça a ideia de ter de mudar de vida. Começar tudo em um novo lugar, um novo lar, fora de Mystic Falls. Eu sinto falta de lá. Sinto falta das pessoas e da minha casa. Às vezes, me pergunto: O que está acontecendo? Tudo isso é real?
Mudei muito. Às vezes, sinto minha falta, mas outras vezes acho que foi um alívio, a mudança veio no momento certo. Charles me ajudou a empacotar as coisas que levaríamos para o meu novo lar. Eu não poderia levar meus três cachorros pois não teria lugar para eles, por isso, os deixei com Kath. Ela os ama e vai cuidar deles melhor do que eu poderia cuidar agora."

* * *

O ambiente era desprovido de luz, na verdade, um quarto confortável em uma manhã fresca. O homem que estava deitado se levanta e coloca seus pés no chão. Ele olha para os lados e caminha em direção da porta, passa pelo corredor, desce as escadas e se direciona até uma cozinha simples porém bem organizada. Ele olha para Candice estava preparando seu suposto café da manhã.

Charles: O que você está fazendo?
Pergunta abraçando-a por trás.
Candice: Waffles! - Sorri.
Charles: Você melhorou bastante. Eles pareciam...
A loira sorri em meio de gargalhadas e diz:
Candice: Olhe lá como você fala dos meus Waffles! - Sorri olhando para os mesmos. - eu nunca fui uma Chef na arte da Culinária. - Olha para a janela pensativa.
Charles: Você parecia feliz aqui.
Ela coloca os Waffles organizados em um prato e se vira para encarar Charles nos olhos.
Candice: Você está comigo, cuidando de mim. Como prometeu para o meu pai. - Leva o prato para a mesa. - Mas eu não consigo esquecer. - Puxa uma cadeira. - Se passaram cinco meses. Eu sinto falta. Ele é... meu pai.
Charles: Eu não escolhi mudar. Apenas precisava ser feito. Para o seu bem.
Candice: Você não me contou quem contratou a Jéssica para me dar a dose impura. Por que não quer que eu saiba?
Charles: Para o seu bem. - Beija a testa da loira. - Eu irei cortar lenha. O resto do dia será frio.


Pessoas carregavam caixas de um lado para o outro e Nina caminhava desnorteada pelos cômodos. Pensativa ou apenas, cansada. Uma de suas "irmãs" se aproximou e perguntou:

Nádia: Explorando a casa nova? - Sorri irônica.
Nina: Muito engraçada. O que está havendo?
Nádia: Nada. - Levanta as mãos. - Você está estranha, desde que foi encontrada por Claire junto do seu namoradinho. - Retira um tecido brando que estava em repouso sob uma poltrona e se joga na mesma. - Algo de errado? Algum receio de deixá-lo na cidade vizinha trabalhando no departamento de polícia junto daquelas mulheres esbeltas com farda? - Morde os lábios.
Nina: Você me enoja.
Nádia: Não seja convencida. Você não é a predileta, nós sabemos disso.
Nina: Para você tudo é uma competição, certo? - Cruza os braços.
Nádia fica em silêncio.
Nina: Parece que no meio de tudo isso, competir é a única coisa que a faz sentir-se viva. Então, procure um hobbie. Nem todos aqui gostam de apostar. - Interrompida pelo barulho da campainha. - Parece que ele chegou. - Sorri olhando para a porta por cima do ombro. - Se me der licença, eu irei sair com o meu namorado. Pois eu tenho um namorado. - Caminha em direção da porta.
Nádia: Vadia. - Sussurra.
Claire: Ora, ora. Quem é vivo sempre aparece. - Afirma descendo lentamente as escadas. - Não precisava tocar a campainha. Sinta-se em casa.
Paul: Desculpe Shr. Holt, não queria ser inconveniente. - Olha de forma galante para Nina. - Eu... posso?
Claire: Divirtam-se. Não a traga de volta para casa depois das 22:00hPM. - Olha para Nádia. - Onde estão suas irmãs? - Suspira. - Não importa, estou de saída.
Nádia: Para onde você vai?
Claire: Visitar uma amiga. Uma amiga de longa data. - Cerra os punhos.

* * *

Com os olhos brilhando e com um sorriso estampado em seu rosto, Candice conversava com Kath por meio de seu celular. Simples acontecimentos e, principalmente, como as coisas haviam mudado. Brevemente, ela se despede e joga o celular de forma casual sob o sofá. Ela coloca seu casaco enquanto espiava Charles pela janela, aproximando o rosto do vidro e por costume protegendo os olhos com as mãos para ver o que se passava lá fora. Ela então sai pela porta dos fundos em uma caminhada secreta. Realmente naquele dia faria frio, ela pensou.
Candice olha para o céu e de onde estava tenta ver a copa das árvores.

Candice: Eu... matei uma pessoa. Porque nada acontece comigo? Eu não sinto nada de diferente. Eu não sou ninguém diferente. - Olha para trás assustada. - Charles? - Se vira. - Oh meu Deus! Você... me assustou. O que alguém como você está fazendo aqui? Já nos conhecemos?
Arabella: Prazer. - Estende a mão direita. - Arabella.
Candice: Igualmente. - Aperta a mão da jovem. - Candice. Bem, você não respondeu minha pergunta.
Arabella: Está vendo esse lugar ao seu redor? Belas árvores, lugar tranquilo... isolado. Inacreditável acreditar que pessoas como você gostam desse lugar. Eu moro aqui. Eu pertenço a esse lugar. Eu faço parte disso.
Candice: Você fala como se eu fosse um invasora.
Arabella: Não me entenda mal. Eu só não gosto de me socializar. - Recua alguns passos. - O seu amigo está te procurando, eu não o deixaria nervoso. É para o seu bem.
Em passos longos, Arabella corre em direção contrária.
Candice: Espera!
A loira olha para trás vendo Charles olhando fixamente para a jovem que se afastava enquanto segurava forte seu machado de lenhador.

* * *

Charles limpava um disco antes de o guardar em uma espécie de prateleira. Candice estava sentada de frente à janela de madeira apreciando a noite enquanto estava vestida apenas com um grande e largo casaco de moletom, segurando uma caneca de porcelana verde-musgo cheia com alguma bebida quente.

Charles: Você está... confortável?
Candice: Sim. Eu estou.
Charles: Tens certeza que não sente frio? Falta roupa no que você está vestindo. - Desvia o olhar.
Candice: Você já se acostumou com o meu conforto. - Se aproxima batendo suavemente os dedos na caneca.
Charles: Garota...
Passa a mão no rosto para disfarçar as veias que saltavam próximas dos seus olhos.
Charles: Não brinque comigo. - Esboça um sorriso de canto.
Candice: Eu não estou brincando. - Coloca a caneca sob um móvel próximo. - Charles. - Suspira. - Bem... - Pronunciou enquanto acariciava o rosto do mesmo. - Você acha que aquela garota...
Charles: Eu tenho certeza.
Candice: Todos são uma ameaça?
Charles: Não todos. Mas aqueles que estão nos cercando. Eu me pergunto como ela chegou aqui.
Candice: Se passaram cinco meses. - Suspira passando a mão na cabeça. - Estou me sentindo uma foragida. Eu tenho genes de lobisomem, o que tem de mais nisso? - Faz uma pausa. - "Oh! Candice, isso é uma coisa muito comum nos jovens de hoje em dia." Minha avó iria dizer irônica se ainda estivesse viva.
Charles: Estes não são genes comuns. Entenda. Estou tentando te proteger, me ajude a ajudá-la.
Candice: Eu já convivi com muitas coisas incomuns, é por isso que quando eu soube parte da verdade, acabei me mudando para estas regiões. Me isolando e sobrevivendo. Você está comigo, porque não pode me explicar? Não sei... ao menos, me ensinar. Ou tentar. Parece tão simples.
Charles: Eu faço para o seu bem. É dessa forma que o seu pai quer.
Candice: Meu pai não está aqui agora para dita como as coisas devem ser.
Charles: Você tem razão. Seu pai não está mas eu estou aqui. Eu estou aqui para protegê-la, já que este é meu dever. - Suspira. - Entenda Garota, eu não vivi por séculos para assistir novamente a morte de alguém com grande importância pra mim. É por isso que eu vou mantê-la viva. - Se afasta.
Candice: Charles?!
Chales: Está tudo bem. Aproveite a lareira. Eu vou fazer uma caminhada. - Se retira do cômodo enquanto veste suas roupas.
Candice: Droga! - Exclama baixo.

* * *

A música que estava sendo escutada por meio de um fone de ouvido estava alta. A sala estava quase montada, algumas caixas ainda guardavam vasos de porcelana, fotografias e garrafas de bebidas alcoólicas. Brooke estava sentada sob o tapete lendo seu grimório como era de costume. Tudo ao seu redor podia ser claramente ignorado. Ela estava concentrada. Até alguém entrar batendo a porta. Ela se vira junto de Nina que estava deitada no sofá com seus fones e ambas veem Nádia guiando um jovem alto de olhos claros pela camisa.

Nina: O que diabos? - Pergunta boquiaberta.
Brooke: Isso é uma casa de respeito. - Fecha o Grimório. - Não entendo o motivo desta baderna.
Nádia: Eu só estou me divertindo. - Limpa o canto da boca que estava sujo de sangue.
Nina: Eu vou contar para a nossa mãe quais métodos vocês está usando para se divertir na casa nova.
Nádia: Calada.
Nádia diz olhando para Nina enquanto Brooke caminha na direção dela.
Brooke: Me desculpe, mas você terá de voltar outro dia. - Guia o rapaz até a porta. - Quem sabe para um almoço, um jantar. O que me diz? Hoje não é... bem, como eu posso dizer?! - Fecha a porta.
Nádia respira fundo enquanto cerra seus punhos e diz:
Nádia: Você precisa tomar um rumo e parar de me incomodar. Todos estão contra minhas vontades nesta casa. - Pega uma bolsa de sangue de dentro de sua bolsa e se joga em uma poltrona acolchoada. - Que saco! - Morde a mesma enquanto suas veias saltam.
Brooke: Aprenda a se divertir. Não temos nem mesmo uma semana neste lugar para você começar a fazer suas prendas. É por sua culpa que estamos nesta vida nômade.
Nina coloca seus fones novamente e aumenta o volume.
Brooke: Irresponsável. Você quer atrair atenção? - Faz sinal de silêncio. - Se ousar cometer o mesmo erro que você comete todas as vezes que se "diverte", eu terei de tomar medidas drásticas. Demoramos muito para chegar onde chegamos, e o renascimento está próximo. Você não pode estragar isso.
Nádia: Ninguém será beneficiado disto. Somente você. É por este motivo que só você e Claire se importam com essa cerimônia escrota que as bruxas fazem, geração à geração.
Brooke: Essa é a minha geração! E ninguém irá estragar essa festividade. - Aponta um dos dedos para Nádia, que enfraquecida fica sonolenta.
Nádia: Arabella estava certa ao colocar o pé para fora desta casa. - Esboça um sorriso de canto. - Ela não atura vocês. Ela vive melhor com o silêncio.

* * *

Claire: Alguém?! - Diz em voz alta. - Parece que não tem ninguém em casa. Se é que eu posso chamar um túmulo no meio de um bosque isolado de casa. - Comenta irônica enquanto puxa para a sua lateral esquerda uma porta grossa de pedra com diversas folhagens que selava um túmulo escondido. - Espero que se eu trazê-la de volta, minha recompensa seja à altura, Luna.

Continua...


Obrigada por lerem até aqui, espero que esse capítulo tenha lhes agradado.
Até o próximo capítulo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Aviso.



      Oi meninas, tudo bem? Eu estou ótima. Quero lhes pedir perdão pela minha demora em aparecer, dar notíciais e até mesmo em responder os comentários. Primeiramente, obrigada por todas aquelas(es) que comentam cada capítulo atensiosas com o conteúdo que eu compartilho com vocês. Eu não vou parar de escrever, pelo contrário. Mas enfim, queria dizer que estou este tempo sem aparecer por problemas pessoais em questão da minha família, minha rotina e meu vício em jogar RPG. Agradeço-lhes por tudo e quero avisar que: em breve o blog terá mais capítulos quentinhos! Obrigada, por tudo 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Agradecimento



      Oi meninas, tudo bem? Eu estou ótima. Estou deixando esse post para agradecer pelos comentários que deixam em cada capítulo, isso me incentiva cada vez mais para continuar postando. Gostaria de aproveitar esse post e agradecer (atrasado) pelo prêmio de História/Fanfic mais criativa no FE Awards 2015. Mais uma vez muito obrigada por tudo, vocês são as melhores! 

Curiosidade: Antes da história ser reescrita para chegar no blog, Candice já havia tido um romance com Chales antes dos ocorridos e Jéssica havia se casado com Tomas.

Sobre a 3° temporada: Estou começando a escrevê-la e pretendo postar o mais rápido possível.

domingo, 30 de agosto de 2015

Effect Wolf - 2° Temporada - Capítulo 18 - Final de Temporada




Nota: Oi meninas, tudo bem? Eu estou ótima. Resolvi o problema com a internet mas demorei alguns dias pra postar porque estava resolvendo umas coisas nos capítulos e também porque estava com um pouco de preguiça. Me perdoem. Enfim, é isso mesmo que você leram no título da postagem, Final de Temporada"Como assim final de temporada de repente?" Bom, eu decidi terminar essa temporada no capítulo 18 para o bem de algumas coisas que vão acontecer na terceira, e talvez, última temporada. *suspense* Espero que vocês gostem do capítulo e aguardem ansiosas para a 3° temporada que talvez possa estar por vir. Obrigada pelos comentários do capítulo anterior, vocês são as melhores  


Anteriormente...


  Thomas olhou para trás e o corpo de Jéssica havia desaparecido.
- Merda! - Exclamou.
- Você deveria tomar cuidado com o que atira nas pessoas meu amor.
Jéssica disse enquanto retirava com ódio a bala de madeira de seu corpo.
- Essas coisas podem matar alguém.

Capítulo


- Eu não queria...
   Brooke abraçava forte seu Grimório enquanto lágrimas teimosas escorriam de seus olhos.
- Eu não sei quem te trouxe de volta. - Pausou - Mas eu não vou deixá-lo vivo para contar suas histórias. - Arremessou seu precioso grimório para longe. - Está perto de se realizar o tribunal e você precisa esperar do outro lado por enquanto.


   Charles se aproximou da porta mas uma espécie de barreira não o deixava sair do quarto.

- Katerina?
- O que foi? - Olhou na direção de Charles. - Eu fiz algo de errado?
- Não. - Socou forte a porta. - Você não fez. Foi Brooke.
- Brooke?
- Minha filha. - Respirou fundo - Eu não sei como ela descobriu mas ela fez algo. Eu sei que fez, eu sinto.
- Você não vai conseguir ajudá-la? - Fechou os olhos.
- Eu não posso fazer nada daqui. Sou só um vampiro não um Deus.


    O único barulho que quebrava o silêncio daquele cômodo era o Tec Tec do salto que Jéssica usava. Ela caminhou até Thomas e passou a mão no ombro do mesmo.

- Querido. Eu não entendo o motivo de querer tanto me machucar. Eu poderia ter morrido. Você sabe, não sabe?
- Jéssica...
- Shhh! Não fale nada, só escute, tudo bem?
- Você tem um belo anel em seu dedo indicador. Eu não me lembro de ter lhe dado essa joia.
Jéssica retirou sua mão do ombro de Thomas.
- Então é isso...
- Eu sinceramente espero que você não esteja vacinado com verbena. - Esboça um sorriso para Thomas enquanto o empurra para longe de Candice. - Amanhã você não estará viva para contar suas histórias. - Sorri.


    Os olhos de Candice percorriam rapidamente o cômodo, enquanto seu pai novamente estava insistindo em pegar o revólver e puxar o gatilho quantas vezes fossem necessárias. As veias próximas dos olhos de Jéssica saltavam, ela passava a língua nos lábios lentamente enquanto sua fome só crescia vendo Candice em sua frente.

- O seu sangue eu beberei quente.


   De um lado para o outro, descontando seu ódio em socos Charles esperava impaciente.

- Por favor tente um pouco mais, ela depende disso.
- Eu não sou uma bruxa experiente como sua filha. Sente-se e aguarde, isso não é tão fácil quanto parece ser.
- Desculpe-me, apenas faça.


- Jéssica, por favor a solte. - Thomas disse enquanto mirava nervoso. - Não me faça atirar novamente.
- Você não se atreveria... - Joga os cabelos de Candice para trás, dando-lhe uma visão ampla do pescoço da mesma.
- Eu não tenho escolha não é mesmo? - Posiciona o dedo no gatilho enquanto Jéssica cravava suas presas no pescoço de Candice.


     Segundos antes que Thomas pudesse dar o primeiro tiro, algo entrou no cômodo pela janela fazendo com que estilhaços de vidro se espalhassem. Essa mesma coisa mordeu os dedos de Jéssica que, segundos depois, sentiu a bala de madeira perfurando seu corpo mais uma vez. Candice se afastou, enquanto Jéssica assustada tentava se livrar do animal. Outro tiro ecoou, acertando-na quase no mesmo lugar. O animal apertou a mordida com todas as suas forças, praticamente, arrancando os dedos de Jéssica e fugindo com o anel.
    Jéssica agora tinha sua aparência um pouco mais humana. Seus gritos ecoavam e podiam ser escutados como uma sinfonia pelos ouvidos de Charles no andar de cima. Os olhos de Thomas marejavam e a ira estampava seu rosto enquanto ele dava passos lentos até Jéssica.

- Pai...
Candice pronunciou pressionando o lugar onde Jéssica havia mordido.
- Eu não sei para qual lado você vai, não sei quem você pode encontrar mas desde que eu te afaste da minha família - Suspirou - minha consciência ficará tranquila. Adeus Jéssica.

   Puxou novamente o gatilho. Thomas largou o revólver e caminhou até Candice com os olhos nublados de preocupação envolvendo-a em seus braços

- Por favor, apenas que diga que você está bem.
- Eu estou papai.
- Cand... - Kath pronunciou descendo as escadas com dificuldade - você está bem? De verdade?
- Sim, eu estou.
- Tem uma pessoa querendo te ver.
- E quem seria?
- Ele está te esperando no seu quarto.
- No meu quarto? - Levanta o cenho.
   
(***)

      Ao abrir a porta de seu quarto, Candice vê Charles sentado em sua cama. Ele esboça um sorriso e se levanta rapidamente caminhando em passos rápidos na direção da mesma. Ela a envolve em seus braços e acaricia seus cabelos, fechando seus olhos emocionado.

- Eu prometi para mim mesmo que voltaria. - Sorri.
- Me desculpe... eu...
- Shhh! - Faz sinal de silêncio. - Eu não deveria ter ido naquele dia, nem mesmo daquela forma. Eu te devo minhas humildes desculpas. Você não vai se lembrar de mim agora com facilidade mas eu trarei nossas lembranças de volta.
- Nossas lembranças? - Separa o abraço - Isso não é real. - Recua dando dois passos para trás com uma dss mãos na cabeça. - Você... não estava... eu não entendo. - As veias próximas eram visíveis. - Eu me lembro muito pouco de você. Tenho seu nome gravado em minha mente mas suas palavras entorpecem cada vez mais o meu cérebro. Aonde você esteve?
- Longe. Em um lugar com uma volta impossível.
- Eu não acredito. O que eu vi quando estava enlouquecendo? Um fantasma.
- Você não se lembrou de tudo o que aconteceu. Então por favor, se acalme e permita que eu lhe ajude. - Beija a testa da mesma.


       Candice estava sentada em uma poltrona do escritório e seu pai sentado em sua frente. Sua expressão era triste mas seus olhos ainda lhe transmitiam seriedade. O silêncio era absoluto e ambos exitavam em falar o assunto de grande importância. Thomas respirou fundo e pegou uma porta-retrato que estava sob sua mesa e ficou olhando por alguns segundos. Ele o deitou sobre o seu colo e passou uma das mãos nos cabelos um tanto quanto grisalhos.

- Eu deveria ter conversado com você a respeito disso há muito tempo.
- A existência deles?
Perguntou enquanto enrolava uma mecha de cabelo com o dedo indicador.
- Não só a deles ou a de Katerina como também a nossa existência.
- Está querendo dizer que Kath é uma... - Interrompida.
- Não. A jovem Katerina é o equilíbrio. Um bruxa.
- Pai...
- Por favor deixe-me falar. Por mais difícil que seja compreender, só escute. - Candice balança a cabeça positivamente. - Certo. Existem outros como Jéssica andando por qualquer lugar como pessoas normais. Em bares, em lojas ou até mesmo em festas. Também existem aqueles como nós.
- O que nós somos?
- Lobos. Exatamente o que você está imaginando, lobisomens. Nossos genes são nobres se assim posso dizer. Temos em nossas veias correndo parte do sangue da primeira linhagem. Aquele anel que Jéssica usava, você se lembra? É uma joia um tanto diferente e eu não sei o que dizer da mesma. Eu matei Jéssica, sendo assim, ativei minha maldição. Você a matou como uma vampira, e ela voltou novamente como uma vampira mas quando ela perdeu a posse no anel eu matei uma mulher, uma humana. Por anos eu fugi dessa maldição e hoje estou com a posse dela. Algo irreversível. Eu não tenho muito tempo, preciso ir. - Coloca o porta-retrato deitado em cima da mesa e caminha até a porta.
- O que você vai fazer? - Se levanta.
- Querida, a partir de hoje... viva como quiser viver. Se quiser aceitar essa mesma maldição, aceite. Tenha em mente muita das consequências mas se essa for sua decisão eu como um bom pai aceitarei.
- Pai eu não entendo... o que você está querendo dizer? - Sorri sem graça.
- Eu vou ir embora.
- Certo, dê-me alguns minutos. Arrumarei uma bolsa e irei com você.
- Não querida, você não vai. Você é minha filha e pelo seu bem eu estou indo. Não torne as coisas mais complicadas Candice, você tem alguém para ajudá-la. Eu preciso ir agora. - Abre a porta. - Charles, é esse o seu nome certo? Cuide bem da minha filhinha. - Sorri.
- Pai eu não quero ficar sozinha!
- Adeus Candice.
- Está tudo bem querida, eu estou aqui. - Charles beija a testa da loira - A partir de agora eu sempre estarei aqui.

Continuará em breve...

Woow. Uma decisão complicada não é mesmo?
O que acharam desse capítulo?  :)
Desejam uma 3° temporada?



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Effect Wolf - 2° Temporada - Capítulo 17 + Notas


Nota: Oi meninas, tudo bem? Eu estou ótima. Eu queria pedir desculpas pela demora em postar. Eu estou tendo tempo e até mesmo tenho capítulos prontos. Mas estou tendo muitos problemas com a minha internet. Vou continuar postando sempre que possível. Obrigada pela paciência e pelos comentários, vocês são as melhores  


Anteriormente...

- Vá direto ao ponto.
- O que eu quero dizer é que além dela esconder informações, ela anda muito ligada com Candice. E eu descobri que só tem um motivo para tanta proteção.
- E esse motivo seria...?
- Significa que além de interesse em torná-la importante, Candice é a verdadeira filha de Claire.

- - -

Capítulo

    Katerina estava amordaçada e amarrada em uma cadeira no quarto de Candice. Enquanto isso, Jéssica estava se divertindo com a loira. Ela jogava a mesma de um lado para o outro, queria ver até onde a jovem aguentaria.

- Eu nunca vou me cansar disso - Sorriu.
- Vá para o inferno!
- Eu vou fazer você sofrer bastante antes de acabar com a brincadeira. Mas fique tranquila, vai ser doloroso e lento.


    Brooke levantou-se da poltrona onde estava sentada e com seu livro em mãos, ficou caminhando de um lado para o outro.

- Isso não faz muito sentido em minha mente.
- Realmente não parece ter lógica alguma o que acabei de confessar. Mas isso é um motivo óbvio. Eu acredito que Candice não saiba sobre essa árvore genealógica.

- Precisa continuar assim por enquanto, correto? - Nádia se pronunciou.
- Exatamente.
- Como se não bastasse Nina ser a filhinha predileta, agora temos mais essa. - Nádia cruzou os braços com olhar de reprovação.
- Sem crise de ciúmes Nádia, você sabe que Claire conta conosco e não pretendemos desapontá-la. Ela foi muito generosa nesse período extenso de tempo.
- Que seja, eu vou procurar a vadia que roubou meu precioso anel.


    Arranhões e vários hematomas. A loira jogada ao chão pela milésima vez estava totalmente descabelada e com o sangue nos olhos de tanta raiva. Ela estava em uma situação complicada e sem ajuda alguma, teria de dar um jeito sozinha. Jéssica realmente gostava daquilo, mas estava enjoando de apenas a jogar para os lados. Mais uma tentativa e Jéssica jogou Candice para o outro lado do cômodo, com mais força, jogando-a contra um jarro de porcelana que decorava um canto do cômodo.

- Você é resistente. - Sorriu.

   Candice não perderia seu tempo com as provocações, ela estava se cansando daquele jogo. Jéssica novamente, apareceu em sua frente como quem tivesse se teletransportado, segurou a jovem pelos cabelos e puxou.

- Deve ser horrível levar a vida que você leva. Sua vida é completamente sem propósito e mesmo assim você luta para permanecer viva.
Candice sorriu sínica perante essa provocação.
- Pelo menos eu não me prostituo pelo dinheiro.
- Você vai morrer ainda hoje. E sabe o que eu vou fazer em seguida? - Pausou - Vou fazer seu pai esquecer que teve uma filha e vou força-lo a se casar comigo. Iludido em formar uma nova família, ele não vai suspeitar que a morte o espera bem ao seu lado.
- O que você é?
- Você vai morrer de qualquer forma. - Passou a língua nos lábios - Eu me tornei uma vampira. Uma certa pessoa me deu a ordem de dar doses de uma mistura que te deixaria louca. Uma mistura impura de sangue de vampiro com sangue de lobisomem. Eu apenas morri com um pouco dessa dose no organismo, eu poderia não ter voltado mas eu sabia que seria morta de qualquer forma, então eu resolvi arriscar. Você tem algo especial, realmente muitas pessoas morreram na primeira dose e você suportou muitas. E é por isso que eu não vou deixar você substitui-la! - Exclamou levando suas mãos ao pescoço de Candice. - Arabella ficará feliz ao saber que eu apresentei um término na vida de alguém tão importante pra sua odiada inimiga.


    Katerina estava tentando se soltar da armadilha de Jéssica enquanto Charlie estava sentado na cama a observando.

- Eu poderia muito bem estar te ajudando nesse exato momento. Mas eu não sou desse plano.
Katerina olhou para Charles com olhar de reprovação.
- Eu te pedi ajuda antes e você não me deu resposta. - Se levanta e cruza os braços - Por favor não me olhe assim, você não pode queimar um fantasma. Podemos ajudar um ao outro, você só precisa me trazer de novo Katerina. Se o fizer eu te prometo que não irei quebrar nossa promessa. Você só precisa me trazer de volta. Então, o que você me diz querida?
Charles pergunta, tira a mordaça de Katerina e se sentando na cama cruzando os braços.
- Eu não sei quem é você. Eu não sei o que você fez. - Suspirou - Como posso confiar em alguém que nem mesmo me deu uma prova de que será totalmente fiel ao combinado?
- Você acredita no que quer acreditar. Sinceramente, eu acho que seriamos tolos em estar discutindo um assunto dessa forma. Estou ligado à você Katerina, porque você é a pessoa mais próxima de Candice e eu a amo. - Passou a mão no rosto e suspirou. - O que você me diz? - Abaixou-se próximo de Katerina - Podemos começar de novo? - Desamarrou Katerina.
Katerina engoliu a saliva e balançou a cabeça positivamente.
- Eu realmente espero não me arrepender e te levar de volta.
- Você não irá. - Sentou-se.
- Por onde iremos começar?


    Arabella deitou-se no sofá e respirou fundo.

- Bella, você sabe para onde Claire foi?
Brooke perguntou olhando para os lados.
- Não faço a mínima ideia. Provavelmente ela deve ter ido atrás de algo ou alguém. - Tossiu propositalmente.
- Jéssica?
- É plausível.


    Katerina estava esgotada.

- Funcionou? - Ela perguntou tentando manter seus olhos abertos.
- Eu esperava uma pequena explosão ou coisa do tipo. - Suspirou - Eu realmente não sei se isso funcionou mas não temos tempo para confirmar. Por favor, tente de novo querida.


   Jéssica estava sorrindo perante a expressão de dor que Candice demonstrava. A loira sentia que seu corpo não obedecia mais seus comandos, ela estava cada vez mais fraca.

- É assim que termina.  Eu ganho.

   Candice estava fechando seus olhos e sua visão estava ficando embaçada. Por algum motivo ela esboçou um sorriso ao ver algo ou alguém se aproximando de Jéssica.

- Você deveria permanecer na cozinha querido.
- Acontece que eu tenho problemas com soníferos.
Thomas disse apontando um revolver para Jéssica.
- Isso não vai me machucar. - Soltou a loira e se virou rindo.
- Espero que tenha certeza. - Colocou o dedo no gatilho - Me perdoe, mas dessa vez mesmo sendo tarde o papai chegou a tempo.

    Os olhos de Thomas estavam marejando. Quando ele puxou o gatilho a única coisa que surgiu em sua mente foi jogar aquele revolver para longe e correr na direção de Candice. O corpo de Jéssica caia desfalecido no chão, sua pele secava aos poucos e seus olhos escureciam.

- Querida... - Thomas passou a mão no rosto de sua filha.
- O que você fez? - Disse baixo.
- Fique tranquila. Ela não retornará mais.
- Pai... - Os olhos de Candice marejavam.
- A bala que alcançou o coração dela era de madeira.
- Pai... - Mordeu os lábios tentando conter o choro - ela tem algo que a faz voltar. - Fungou.
Thomas olhou para trás e o corpo de Jéssica havia desaparecido.
- Merda! - Exclamou.
- Você deveria tomar cuidado com o que atira nas pessoas meu amor.
Jéssica disse enquanto retirava com ódio a bala de madeira de seu corpo.
- Essas coisas podem matar alguém.

Continua...

Woow
Thomas não estava preparado para isso.
O que vocês acham que poderá acontecer no próximo capítulo?

No próximo capítulo:

- Eu não sei quem te trouxe de volta. Mas eu não vou deixá-lo vivo para contar suas histórias. 


- Você tem um belo anel em seu dedo indicador. Eu não me lembro de ter lhe dado essa joia.

- O que foi? - Olhou na direção de Charles. - Eu fiz algo de errado?
- Não. - Socou forte a porta. - Você não fez. Foi Brooke.

domingo, 12 de julho de 2015

Effect Wolf - 2° Temporada - Capítulo 16 + Agradecimentos


- Bonito o anel. - Elogiou virando-se e continuando seu caminho.
- Eu já devia esperar isso.
- Lembre-se: se vier medir forças comigo você não vai sair inteira. Por tanto, desapareça.

    Jéssica não ficou contente com a desfeita de Arabella, mas percebeu que ela não estaria disposta em se envolver com seus assuntos. Mesmo que nisso envolvesse sua Mãe e suas Irmãs.
- - -

Capítulo

- O que acha de rosa? Rosa combina perfeitamente com você.
- Eu gosto de vermelho mamãe.
A pequena disse enquanto brincava com uma mecha de cabelo.
- Vai ser rosa e ponto final. Ou não vai ter merda de festa alguma.

    Nádia abre seus olhos assustada e com sua respiração acelerada. Percebe que Arabella esta de pé em sua frente com os braços cruzados e que Brooke estava lendo um Grimório, como ela sempre fazia. Ela se senta no sofá e esfrega os olhos.

- Finalmente. Eu achei que você nunca iria acordar.
Arabella revirou os olhos.
- Em que devemos a honra de participar desta - Claire pausou - reunião de família. - Sorriu elegante enquanto derramava delicadamente vinho branco em uma taça de cristal, um simples presente de amante em 1976.
- Primeiramente, quero que vocês respeitem minha decisão. - Percorreu os olhos no lugar - Ótimo, ninguém se opôs contra.

    Katerina estacionou seu carro em frente ao portão de entrada da residência de Candice. Ambas desceram do automóvel e adentraram. Os cachorros pareciam quietos por algum motivo, mas isso não era prioridade no momento. Elas pararam na frente da porta principal e Candice empurrou a mesma após girar a maçaneta.

- Que bom que chegaram. O jantar ainda está quente, estávamos esperando por você Candice. - Jéssica disse enquanto se levantava da poltrona.
- Eu vou colocar as coisas no seu quarto. - Katerina disse.
Ambas esperaram Katerina subir as escadas.
- Eu não entendo o motivo dessa carinha de espanto. O que foi? Você por acaso viu um fantasma? - Riu.
- Eu... Eu não acredito no que estou vendo. - Candice disse com a pupila dos olhos dilatadas - eu matei você! - Exclamou baixo.
- Algumas coisas não são como parecem ser.

    Arabella sentou-se em uma das poltronas que estavam próximas e cruzou suas pernas.

- Algumas coisas estranhas aconteceram ultimamente.
- O que meu anel tem com isso?
Nádia perguntou com a fúria estampada nos olhos.
- Candice saiu do Hospital para Malucos, - Fez aspas com os dedos ignorando o que Nádia disse - nossa querida mãe está muito tranquila e ocultando detalhes importantes, Nina desapareceu e - Pausou - o precioso anel de Nádia está com Jéssica.

    Brooke fechou seu Grimório para focar no que estava sendo discutido, Nádia ficou em chamas e Claire estava silenciosa.

- Meu anel está com quem? - Nádia perguntou indignada - Acho que não compreendi isso muito bem.
- Realmente você esta sempre atenta Bella. - Brooke afirmou.
- Nádia, antes de sair para procurar seu precioso anel, por favor, escute tudo o que eu tenho pra falar. Com certeza você não vai querer ficar de fora. - Pausou - Ótimo. Eu soube que Claire fez bom uso de sua hipnose em relação aos médicos e policiais que estavam cercando Candice, isso explica até certo ponto.
- Isso não precisa ser discutido. No momento não tem importância.
Claire afirmou séria.
- Nina desapareceu, e tanto eu quanto qualquer uma aqui presente sabe que ela não é de sumir sem deixar explicações. Eu andei pesquisando por interesse próprio e acabei descobrindo que alguém a atacou quando ela fazia uma visita ao cemitério. Uma vampira, que por sinal adora usar batom vermelho. - Sorri irônica - É exatamente aí que Jéssica se encaixa.

    Claire se retira do cômodo com os punhos cerrados. Enquanto isso Candice está tendo uma conversa desagradável com Jéssica.

- Eu não sou louca! - Candice gritou.
- Mas quase ficou.
- Eu mesma te matei, você estava morta no chão. Eu te matei, fui eu! E agora você aparece aqui, viva? Como isso é possível?
- Seu pai vai adorar a notícia. - Sorriu - Não é mesmo querido Thomas? - Disse aumentando o tom de voz e olhando para uma direção.
- O que você fez com o meu pai? - Perguntou cerrando os punhos.
- Eu apenas o deixei na sala de jantar. Fique tranquila, eu não machuquei minha chave para a fortuna.
- Você é uma golpista barata! - Exclamou - Se eu fosse você, eu sentiria nojo de mim mesma todos os dias. Nojo de ver esse mesmo rosto no reflexo de um espelho diariamente.
- Eu vou fazer com você a mesma coisa que você fez comigo.

    Jéssica apareceu em fração de segundos bem próxima de Candice, segurando a jovem pelo pescoço e a levantando em seguida.
    Nádia estava trêmula de ódio, a qualquer momento ela iria explodir.

- O que mais tem para nos dizer? - Nádia perguntou andando de um lado para o outro.
- Eu vi seu anel com Jéssica horas antes de eu chegar aqui. E como ela soube sobre seres sobrenaturais eu realmente não sei, só existe uma possibilidade.
- Ela tomava doses de verbena e fingia estar sendo hipnotizada por Nádia.
- Exatamente Brooke. Ela soube da existência do primeiro anel de sol e o roubou. Corre faz séculos o boato de que, este anel pertenceu ao ser sobrenatural que reinou sobre todas as outras espécies.
- Isso é o de menos. - Nádia afirmou - Eu quero saber, como aquela vadia soube que além da proteção contra o sol aquele anel tinha outro efeito em vampiros. Aquela iguaria tem a capacidade de tornar um vampiro imune ao que trás sua morte.
- Você quer me dizer que: não importa como ela vá morrer... - Interrompida.
- Ela sempre vai voltar. Eu não vou ficar aqui sem fazer nada.
- Brooke, eu disse que Claire anda escondendo alguns detalhes... - Interrompida.
- Vá direto ao ponto.
- O que eu quero dizer é que além dela esconder informações, ela anda muito ligada com Candice. E eu descobri que só tem um motivo para tanta proteção.
- E esse motivo seria...?
- Significa que além de interesse em torná-la importante, Candice é a verdadeira filha de Claire.

Continua...

No próximo capítulo


Katerina olhou para Charles com olhar de reprovação.
- Eu te pedi ajuda antes e você não me deu resposta. - Se levanta e cruza os braços - Por favor não me olhe assim, você não pode queimar um fantasma. Podemos ajudar um ao outro, você só precisa me trazer de novo Katerina. Se o fizer eu te prometo que não irei quebrar nossa promessa. Você só precisa me trazer de volta.


Agradecimentos
     Muito obrigada pela paciência na espera de mais um capítulo meninas. Eu finalmente terminei minhas provas e aparentemente já estou de férias *confetes* Provavelmente eu terei bastante tempo para escrever mais capítulos e já que essa temporada está bem maior do que eu planejava estou tendo que reescrever algumas coisas, mas, vou ver se posto semanalmente algo para manter o blog atualizado. Eu gostaria de agradecer também pela indicação para os FE Awards 2015! Ainda hoje eu irei passar para deixar meu voto, desejo muita boa sorte para todas as nomeadas. Novamente obrigada por tudo 

> http://criticasdefanfics.blogspot.pt/2015/07/fe-awards-2015-nomeados_11.html